Cana e mecanização em debate

Além de participantes de todas as regiões canavieiras do Brasil, são esperados visitantes da América Latina, como Argentina, Paraguai, Bolívia e Peru

O evento traz empresas interessadas em apresentar tecnologias

O 18º Seminário de Mecanização e Produção de Cana-de-Açúcar acontece em Ribeirão Preto nos dias 30 e 31 de março. Com quase duas décadas de história, o evento é considerado como um dos principais encontros técnicos do setor sucroenergético nacional.São esperadas cerca de 700 pessoas, de todas as regiões canavieiras do Brasil, além de países da América Latina, como Argentina, Paraguai, Bolívia e Peru.

Este evento se tornou um dos fóruns mais respeitados em mecanização e produção de cana-de-açúcar do mundo , relata Dib Nunes, diretor do Grupo Idea – empresa que organiza o seminário.

Segundo ele, o evento não é apenas tradicional, mas obrigatório para as empresas interessadas em lançar produtos, apresentar tecnologias e novidades, reforçar marcas, fazer posicionamento de uso de equipamentos e divulgar resultados. Tanto discutimos tecnologias novas que estão em processo de implantação, como abordamos temas que são de muito interesse para o setor , comenta Dib.

Em paralelo ao evento, ocorre a 7ª Mostra de Máquinas e Equipamentos Canavieiros, com as últimas novidades do momento.

No seminário deste ano, segundo Dib, vários temas de grande relevância para o setor serão abordados. Em um dos painéis mais aguardados, os três fabricantes de colhedoras (Case IH, John Deere e Valtra/AGCO) apresentarão suas novidades, algumas inclusive guardadas a sete chaves.

Marcas trarão novidades

Todas as marcas trarão muitas novidades e quem ganhará com isso será o setor em geral, que terá à disposição todas as informações sobre o que essas empresas estão fazendo em termos de tecnologias para reduzir custos e diminuir perdas no setor , afirma. Uma das palestras mais interessantes do evento será apresentada pelo engenheiro Luiz Nitsch, da Sigma Consultoria Automotiva, que abordará a manutenção mecânica e pneumática de implementos rodoviários.

A abordagem desse tema é inédita. Vamos trazer informações de uma área que tem sido deixada em segundo plano e tem custo altíssimo para as usinas. Hoje chega a custar 30% de toda manutenção.

Outro ponto alto do evento ficará a cargo do engenheiro Sidnei Bortolozzo. Ele apresentará um sistema de alta performance operacional que, ao ser adotado por uma grande usina, permitiu que houvesse redução do desgaste das máquinas e a obtenção de bons rendimentos.

Haverá também uma palestra do engenheiro Ângelo Banchi, da Assiste, sobre indicadores operacionais, em que serão apresentados números atualizados que são adotados como benchmarking para melhorar a performance da frota.

CNA-Bete Cervi

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