O Ministério da Agricultura do Estado de Mato Grosso aponta que, entre as principais culturas agrícolas do país, a cana de açúcar deverá apresentar aumento da produtividade nas próximas décadas, graças à expansão do plantio em regiões com condições naturais menos propícias a retração, compensada por um aumento de área (4,09% ao ano até 2019/20) e, assim, a produção tende a crescer 2,26% ao ano.
A evolução da indústria canavieira se dá principalmente pela produção dos principais produtos, açúcar e álcool. Atualmente o rendimento é de 8 mil litros por hectare e que na próxima década poderá chegar até 14 mil.
Entre os produtos analisados pelo ministério, o maior salto previsto é para o arroz (4,77% ao ano), seguido por batata inglesa (2,62%), algodão (2,61%), trigo (2,29%), feijão (2,05%), milho (1,92%), laranja (1,48%), soja (0,92%), mandioca (0,58%) e fumo (0,4%).
Desta lista, café, laranja, arroz, feijão e batata inglesa deverão perder área plantada, mas todos aparecem com previsões de incremento da produção, proporcionados por técnicas de plantio mais modernas - adensamento, por exemplo - e novas tecnologias.
Para a soja e outras oleaginosas, a expansão do uso do biodiesel acaba sendo um fator positivo. A canola, por exemplo, e a própria cana, a partir da qual também é feito o biodiesel, pode chegar a ter no Brasil, com etanol e biodiesel, entre 70% e 75% de energia renovável em uma matriz sustentável.
Na década de 70, quando a soja começava a ser introduzida em Mato Grosso, apresentava produtividade média de 30 sacas por hectares no Estado; atualmente, a média já supera 50 sacas acima da média registrada nos EUA. O levantamento preparado pelo Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone) identifica também que a produtividade do milho plantado no Brasil aumentou 3,39% ao ano entre as safras 2002/03 e o que se espera do ciclo atual.
Entre todas as vantagens, algumas delas repetidas há décadas, certamente colocam o Brasil em uma posição confortável em tempos de constantes ameaças de disparadas dos preços internacionais e preocupação crescente com a autossuficiência alimentar em países ricos e pobres. Até a safra 2019/20, segundo o Ministério da Agricultura, a produção de soja crescerá 2,86% ao ano, a taxa de incremento anual do milho está calculada em 2,67% e a das carnes ficará entre 2% (bovina) e 3,64% (frango).
Fonte: Portal Amazônia
Data: 09/03/2010
|
|