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A
luta começou pelo Sindicato Rural de Presidente
Prudente, através de ofício enviado em 19 de
fevereiro de 1992 ao Presidente da República,
senhor Fernando Collor de Mello, cujo conteúdo,
após analisado, foi passado para a pasta da
Agricultura, ao então Ministro Antônio Cabrera
Mano Filho, que tentou, ainda, minorar o assunto,
com declarações “bombásticas” publicadas em
jornais da região, numa tentativa frustrada
de desacreditar a Presidência do Sindicato,
tentativas estas, aliás, que fortaleceram a
união dos produtores rurais em defesa de seus
interesses, culminando com o alcance de uma
vitória parcial, ao se conseguir que o preço
da dose da vacina voltasse ao patamar de US$
0,36 (trinta e seis centavos de dólar), ainda
caro, mas suportável em razão dos acontecimentos
precedentes.
Destacou-se, também, o trabalho contra os estabelecimentos
oficiais de crédito para moralização das taxas
de juros absurdas então vigentes, inibidoras
das ações produtivas dos senhores proprietários
rurais, num completo processo de transferência
de renda, destruindo tudo o que os nossos associados
haviam angariado ao longo dos anos de labuta
franca e honesta, vendo seus patrimônios serem
dilapidados pela ação nefasta desses agentes
de crédito, com linhas de créditos criadas justamente
para financiar o progresso e gerar riquezas
na área rural.
Num movimento coordenado e ordeiro, o Sindicato
atraiu a atenção das autoridades para os fatos,
fechando parcialmente as agências do Banco do
Brasil e do Banco do Estado de São Paulo, em
Presidente Prudente, conseguindo uma sensível
redução nos valores das dívidas de nossos associados,
na época.
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